Hermenegildo Gamito diz que corrupção encarece e reduz velocidade de negócios em todas as sociedades

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Hermenegildo Gamito diz que corrupção encarece e reduz velocidade de negócios em todas as sociedades

Na II Conferência Anual da ACIS, o antigo Presidente do Conselho Constitucional referiu-se à corrupção como uma gangrena – um mal que deve ser cortado pela raíz, pois, além de burocratizar os negócios, retrai investimentos e afecta a livre concorrência, impulsionando outros males, como o branqueamento de capitais.

“São, no final das contas, práticas económicas e financeiras que têm a finalidade de dissimular a origem ilícita dos capitais ou de património, de tal forma que pretendem transformá-las em origem límpida”, denuncia Gamito, alertando igualmente que a corrupção pode conduzir à crise de confiança de liquidez, que, por sua vez, vai levar á crise de todo o sistema financeiro.

Falando na qualidade de antigo gestor empresarial, Hermenegildo Gamito afirmou ver, no sistema fiscal, um importante freio à corrupção, considerando que quando esta é eficiente tem a virtude de poder corrigir ilicitudes.

“Como é possível ver-se manifestações exteriores de riqueza e em contrapartida nenhuma contribuição para o erário público? Corrupção, subornos, branqueamento de capital, fraudes, muitas vezes são extremamente difíceis de combater, mas há um mecanismo, via sistema fiscal, que pode conduzir à tributação de manifestações de riqueza”, disse.

O Jurista Sénior realçou ainda a importância de fóruns de promoção de princípios éticos, nas organizações e o seu papel no combate à corrupção.

“Numa organização onde não se ensina e não se aprende, todos têm medo da sua própria sombra, escondem-se da sua incompetência e cantam vitória sem a terem conquistado. Uma organização, instituição, associação, onde se ensina e se aprende acha-se repassada de optimismo e espírito de entreajuda, sem se dizer espectacular. O que todos pretendemos é um Estado menos avassalador e mais moderno, menos complexo e mais eficaz, menos parcial e mais isento menos iníquo e mais justo, menos inacessível e mais próximo dos cidadãos”, finalizou.

2019-06-24T07:49:34+00:00 24 Junho 2019|Negócios|